Rumo a onde?
“Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.”
Tenho me pego pensando demais, refletindo demais, e isso tem sido bom. Porém, tem sido conflituoso. Não sei se estou no caminho certo, se estou fazendo o que eu quero ou se eu só caí na corrida dos ratos.
De um lado, sou muito ambicioso, obstinado. Sempre quis ter minha própria empresa, não trabalhar para os outros, fazer algo grande dar certo, ser um empresário e um profissional de respeito. Tenho me esforçado muito nesse sentido nos últimos anos. Acredito que esse foi um papel que eu assumi quando me tornei programador. Principalmente neste último ano, tenho estudado bastante sobre empreendedorismo, investimentos, procurado mercados, entre outros assuntos, para começar a tirar do papel o sonho que passei meus últimos anos acumulando bagagem técnica para construir.
Do outro lado, a minha característica mais importante sempre foi ser escoteiro, aventureiro, ligado à natureza. Ultimamente, tenho pensado se não tenho vivido muito preso à corrida dos ratos — e até que ponto o que eu vivo é considerado corrida de rato. Tenho pensado muito em montar um inventário de mochileiro/montanhista, comprar um mapa e começar a planejar viagens para aproveitar o mundo. Mas isso soa muito radical — e não deveria ser.
Pra mim, isso é um pouco mais complicado que pras outras pessoas, porque, por mais que eu tenha o lado rebelde, livre e aventureiro, eu GOSTO do meu lado workaholic. Na maioria dos casos, essa personalidade é um problema — quase sempre porque ela está ligada à corrida dos ratos. Porém, no meu caso, se trata de um gosto. Eu me sinto bem sendo workaholic, me traz uma boa sensação. Eu sou reconhecido e respeitado na minha área. Talvez isso não seja tudo ego?
Depois de pensar um pouco nas colocações acima, eu chego à conclusão de: por que eu tenho que me encaixar a um rótulo? Por que eu tenho que ser ou um aventureiro que sai pra fazer um mochilão e larga tudo pra trás, ou um empresário bem-sucedido que só liga para conquistas materiais? Eu só não quero virar um escravo do meu próprio trono, e também não quero me tornar um jovem inconsequente que arrisca o próprio futuro por irresponsabilidade. O caminho do meio sempre é a resposta.
Dito isso, de hoje em diante, eu começo a traçar um plano de ação. Não um como o “planejamento 2025”, que continha metas profissionais, da minha empresa, de estudos… mas um planejamento que visa conciliar o Pedro que eu quero ser com o Pedro que quer viver. Eu não preciso abrir mão de todas as aventuras que a vida pode me oferecer para realizar o meu sonho da minha empresa, e também não preciso abrir mão do meu futuro profissional em prol de viver tudo aquilo que tenho vontade. A semana tem sete dias, sendo apenas cinco deles “úteis” — e dois completamente meus.
Ter feito um “planejamento 2025” com cinco “KRs”, onde apenas um deles é aventureiro (ir para o Japão), três são profissionais e o último — e menos prioritário — se chama “vida profana”, é um absurdo. A partir de agora, vou montar um inventário para começar a fazer umas trilhas e aventuras por aí, vou comprar um mapa e começar a planejar viagens, sem abrir mão dos meus estudos e evolução profissional durante a semana.
Também darei importância ao meu lado produtor de conteúdo — não no sentido fútil da coisa, mas no sentido de registrar tudo. Eu gosto disso, e faz diferença pra mim. Em momentos como este, em que estou escrevendo isso, eu sinto que coloco tudo pra fora, faço um snapshot do meu cérebro sobre o assunto no momento e eternizo na internet.
Reclamar que não dá tempo de fazer tudo seria me rebaixar ao nível dos fracotes que choram pra qualquer obstáculo. Fodam-se.
Abaixo, para finalizar, seguem meus cinco sonhos, formulados ainda quando eu tinha menos de 15 anos — pra ter isso registrado em algum lugar fora das minhas conversas com as pessoas:
- Fazer um mochilão
- Aprender a surfar
- Aprender a tocar violão
- Fazer um salto de paraquedas
- Ir pro Japão